quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Origem das Notas


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Consta que foi Guido D'Arezzo, célebre músico do século XI, quem deu nomes às notas musicais aproveitando a primeira sílaba de cada verso do seguinte hino à São João Batista:

Original Tradução literal
Tradução poética
Utqueant laxis

Que os servos possam Doce, sonoro
Resonare fibris Ressoar com suas fibras Ressoe o canto
Mira gestorum Tuas obras maravilhosas Minha garganta
Famuli tuorum Fazei com que todas Faça o pregão
Solve polluti As manchas sejam perdoadas Solta-me a língua
Labii reatum dos nosso lábios impuros Lava-me a culpa
Sancte Ioannes Oh, São João Ó São João!

A tradução poética foi feita de forma que as sílabas iniciais fiquem conforma os nomes das notas que utilizamos, para que possamos compreender melhor a idéia da utilização deste poema.

Outro fato interessante é que a cada verso o tom era aumentado para o grau seguinte da escala musical, o que facilitava ao estudante a compreensão do nome da nota em relação ao tom correspondente.

A palavra Ut ainda é usada na França. Mas, como ela era difícil de ser falada, principalmente nos exercícios de solfejo, foi mudada para um som mais suave e acabou ficando a palavra Dó. Esta mudança foi estabelecida teóricamente por Giovanni Maria Bononcini e seu tratado "O Músico Perfeito", publicado em 1673.

O Si foi formado da primeira letra de Sancte e da primeira de Ioannes, que era a grafia latina para o nome João.

Um coral de meninos daquela época costumava, antes de suas exibições em público, cantar este hino, pedindo com fé a São João Batista que protegesse suas cordas vocais.

Fonte : "Curso Completo de Teoria Musical e Solfejo" de Belmira Cardoso e Mário Mascarenhas

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